Nunca fui de recuar diante das coisas da escola (entenda-se por “coisas da escola” trabalhos, nesse caso, trabalhos acadêmicos..), mas pela primeira vez senti medo e quase pensei em jogar tudo pra cima. Tenho trabalhado duro, muito duro, e ainda não encontrei o eixo que queria, sigo insegura como quem tateia paredes no escuro atrás do interruptor da luz.

Há um certo atraso na comunicação entre minha orientadora e eu. Demoro a entender as vezes. Levo um tempo de que não disponho para compreender o que ela diz, a gente fala línguas diferentes, mas não pensei que isso fosse atrapalhar. Não deve ser esse o problema.

Problema é o tempo, a ausência dele.. nunca perdi pro relógio, não vai ser dessa vez, mas então.. o que é que tem me puxado o tapete? O fio. Desenhei um mapa descontínuo.. e nem percebi, fiquei esperando que as pontas da linha se dessem nós por si mesmas e não deram, obviamente..

Então? Bora pegar as canetinhas e marcar forte as linhas nesse mapa e seguir viagem! Que é de deslocamentos, mais imaginários do que reais, que se alimenta a vida que eu levo.

* Nela Rio segue sendo uma doçura de pessoa.. gracias!

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