* Techo das considerações finais que saiu, assim, por acaso, aqui no blog quando tentava a postagem anterior.

No dia 28 de julho passado, Nela Rio completou 70 anos. A escritora enviou às amigas uma sugestão de comemoração inusitada, um jeito de aproximar no tempo as convidadas distantes no espaço: “¡El 28 de julio miren la luna y sonrían!”. Nesse dia passei das 11h da manhã às 8h do dia seguinte debruçada, literalmente, sobre sua obra narrativa, finalizando a minha dissertação. Não olhei a lua, porque o clima por aqui, em Rio Grande, estava ruim e a lua escondida atrás da chuva. Fiz o que ela indicou caso não aparecesse lua e imaginei. Imaginei uma lua redonda e brilhante.

Durante alguns instantes me desloquei até a festa de Nela e sorri. Julguei ouvir uma melodia intensa e me permiti a dança, um tango recém formado ritmou a viagem de mim até Nela e dela de volta a mim. E fui. Fui intuindo a rota inventada previamente:

Estoy terminando un poemario que se llama “La luna, Tango, siempre la luna!” y voy a terminar el último poema para esa fecha. Me gustaría mucho que todas ustedes miraran la luna esa noche, y si nublado, la imaginaran. Se me ocurrió que me gustaría celebrar mis 70 años con este ritual… ya saben cuánto me gustan los rituales…

Fiz do deslocar o ritual que ofereci a artista como um presente feito pelas minhas próprias mãos. Ao som desse tango lua cheia, meu retorno a mim é um vôo na leitura…

Poema no. 9. Leerlo en ritmo de tango: (**)

…em que continuo descobrindo tempos e espaços de luz nas palavras de Nela Rio.

** aqui incluí um poema que recebi de Nela por e-mail dias antes do aniversário dela, e não publico porque não sei se essa divulgação está liberada pela autora.

Só valeu.

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