A defesa foi tensa, como não poderia deixar de ser para uma iniciante. Relato à Nela e repito aqui: entre elogios e críticas, algumas bastante duras, foi a carta de Nela Rio, lida ao final por Elena Palmero, minha brilhante orientadora, que me fez chorar. Não resisti.

A sala estava cheia, de amigos e de estranhos, e a manhã custou a passar… mas hoje me sinto leve e feliz. Muito feliz. Fiz o que estava ao meu alcance, dei na medida do que tinha a oferecer: tudo o que o meu esforço foi capaz de recolher e dar ordem. Foi o meu começo na pesquisa. E olho de novo e de novo e acho que fui bem e ponto.

Daqui para frente começa a nova fase do Quando Nela Rio, e espero que esse novo rumo expresse o meu envolvimento e a minha paixão pela literatura rara de Nela Rio. Ler Nela Rio mudou a minha vida. A obra da autora me encontrou numa época conturbada, de intenso desajuste e conflitos difíceis, mas enquanto pensava as questões literárias naturalmente fui pensando a mim mesma e descobrindo motivos para celebrar quando os tempos pareciam negros. Sou grata, profundamente.

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